Juiz Antônio Leopoldo é preso no Quartel da PM após condenação pelo assassinato do juiz Alexandre Martins

Juiz Antônio Leopoldo é preso no Quartel da PM, em Vitória Após receber a condenação de 24 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do juiz Alex...

Juiz Antônio Leopoldo é preso no Quartel da PM após condenação pelo assassinato do juiz Alexandre Martins
Juiz Antônio Leopoldo é preso no Quartel da PM após condenação pelo assassinato do juiz Alexandre Martins (Foto: Reprodução)

Juiz Antônio Leopoldo é preso no Quartel da PM, em Vitória Após receber a condenação de 24 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, o juiz aposentado Leopoldo Teixeira deu entrada, na noite desta quinta-feira (12), no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Espírito Santo, onde ficará preso. A pena e a detenção foram definidas pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em julgamento realizado também nesta quinta (12), que considerou o réu um dos mandantes do homicídio. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O julgamento aconteceu 23 anos após o crime, cometido em 2003. Antônio Leopoldo Teixeira é o primeiro magistrado do Espírito Santo a ter decretada a perda do cargo e da aposentadoria após uma condenação de homicídio. Além de propor a prisão e apresentar a dosimetria, o relator e desembargador Fábio Brasil Nery também estabeleceu a perda de cargo e da aposentadoria compulsória, sendo seguido pelos outros 16 desembargadores presentes na sessão. Entenda a cronologia do caso do juiz Alexandre Martins Condenado por morte de juiz é assassinado a tiros em Vila Velha Júri condena Ferreira e absolve Calu no caso Alexandre Martins Por volta das 20h30, Leopoldo passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, procedimento obrigatório antes da prisão. Ele chegou ao local acompanhado pela esposa e por advogados, e ficou menos de 10 minutos. De lá, seguiu para o Quartel, sem dar nenhum tipo de declaração. Após condenação, Juiz Antônio Leopoldo Teixeira esteve no Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, acompanhado pela esposa e por advogados. Espírito Santo Mikaella Mozer Condenação O juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira foi condenado nesta quinta-feira (12) pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, morto a tiros em 2003 em Vila Velha, na Grande Vitória. O julgamento ocorreu no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), 23 anos após o crime. Leopoldo foi condenado por homicídio a 24 anos de prisão no regime fechado, perda do cargo e cassação de aposentadoria. Ao final do julgamento, foi determinada a prisão preventiva do réu. A morte do magistrado foi motivada pela atuação de Martins contra o crime organizado no estado. A condenação foi indicada pelo relator e desembargador Fábio Brasil Nery, que teve seu voto acompanhado por todo o colegiado. A decisão unânime baseou-se na comprovação do crime de homicídio mediante pagamento ou promessa de recompensa, prevista no Artigo 121, § 2º, inciso I do Código Penal. A defesa de Lepoldo disse que vai tentar reverter de imediato o pedido de prisão. "Leopoldo está extremamente decepcionado, extremamente triste. Ele deve se apresentar, mas eu não tive maiores contatos com ele, porque estamos tomando as providências que são necessárias para reverter de imediato a prisão e depois elaborar os recursos para os tribunais superiores", disse o advogado Fabrício Campos. O magistrado era o último acusado a ser julgado no caso. Ele foi um dos denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) como um dos mandantes do homicídio, cometido por motivo torpe e mediante promessa de recompensa. Desde o crime, 10 pessoas já foram julgadas por participação no caso, incluindo o juiz. Nove foram condenadas, entre executores e intermediários. As penas variam de 8 a 25 anos de prisão. Juiz Antônio Leopoldo, condenado a 24 anos por mandar matar juiz Alexandre Martins, em 2003, em Vila Velha, Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta A decisão confirmou a tese do Ministério Público de que a morte do juiz foi motivada pela atuação do magistrado contra o crime organizado. Durante sua atuação como juiz adjunto da 5ª Vara de Execuções Penais de Vitória, Martins identificou um esquema que envolveria facilitação ilegal de benefícios a presos, na qual o condenado teria participação, entre eles transferências de detentos. Leopoldo concedia benefícios irregulares a presos e determinava transferências para unidades do interior do estado para facilitar fugas e resgates. Em troca, teria recebido vantagens financeiras indevidas. Ainda segundo a denúncia, Leopoldo mantinha ligação com representantes do braço armado do crime organizado no estado e o gabinete dele teria sido influenciado por integrantes desse grupo. As investigações também relacionam o ex-magistrado a episódios de extorsão e abuso de poder. Crime de repercussão nacional Juiz Alexandre Martins foi assassinado a tiros em Vila Velha, no Espírito Santo, em 2003 Arquivo/ TV Gazeta Alexandre Martins nasceu no Rio de Janeiro, mas construiu a carreira como magistrado no Espírito Santo. Ele foi assassinado em março de 2003, em Vila Velha, quando saía de uma academia no bairro Itapoã. Na época, o juiz tinha 32 anos e integrava uma missão especial de combate ao crime organizado no estado. O processo se arrastou por mais de duas décadas após uma série de recursos apresentados pela defesa de Antônio Leopoldo em diferentes instâncias da Justiça. A última condenação relacionada ao caso tinha acontecido há mais de dez anos, em agosto de 2015. Quem são os outros julgados pelo crime Condenados pelo caso do juiz Alexandre Martins, no Espírito Santo: Odessi Martins Júnior (Lombrigão), Giliarde Ferreira de Souza, André Luiz Barbosa Tavares, Leandro Celestino dos Santos, Heber Valêncio, Ranilson Alves da Silva, Fernandes de Oliveira Reis, e Walter Gomes Ferreira Reprodução Odessi Martins da Silva, o Lombrigão Condenado a 25 anos e 8 meses, pela execução. Assassino confesso do juiz Alexandre Martins prestou depoimentos contraditórios. Em um vídeo gravado pela polícia, Lombrigão disse ter se tratado de crime de mando. Na presença do advogado, ele negou o depoimento e disse que estava sob ameaça dos policiais. Odessi saiu da prisão em agosto de 2019. Giliarde Ferreira de Souza, o Gi Condenado também pela execução do juiz, a 24 anos e 6 meses de detenção. Está em liberdade desde dezembro de 2010. André Luiz Tavares, o Yoshito Condenado a 8 anos e 4 meses de prisão, em regime semiaberto. Ele emprestou a motocicleta usada no crime aos assassinos. Está solto desde 2006. Leandro Celestino de Souza Condenado a 15 anos e 2 meses de prisão, em regime fechado. Leandro emprestou a pistola 765, usada no crime. Recebeu benefício da Justiça e está em liberdade desde 15/10/2010. Heber Valêncio, sargento da Polícia Militar Condenado a 20 anos e 3 meses de reclusão. Responsável por intermediar o crime. Recebeu benefício da Justiça e está em liberdade desde 16/09/2009. Ranilson Alves da Silva, sargento da Polícia Militar Condenado a 15 anos de prisão. Responsável por intermediar o crime. Ele monitorou a rotina da vítima para que fosse elaborado o plano de execução. A pena progrediu para o regime aberto em maio de 2008. Fernandes de Oliveira Reis, o Fernando Cabeção Condenado a 23 anos de prisão. Responsável por intermediar o crime. Fernandes foi solto em novembro de 2019, mas foi assassinado em junho de 2020. Walter Gomes Ferreira, coronel da reserva da Polícia Militar Condenado a 23 anos de prisão. Apontado como um dos mandantes, ficou em prisão preventiva por três anos. O coronel também respondia por formação de quadrilha e envolvimento em um suposto esquema de utilizar detentos para a cobrança de dívidas. Em 2026, ele continuava preso, mas não mais pela morte do juiz Alexandre Martins. Cláudio Luiz Andrade Baptista, Calú (Absolvido) O ex-policial civil foi acusado de mando no crime do juiz. Calú chegou a ser preso depois do assassinato de Alexandre, mas foi solto meses depois após conseguir um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). No julgamento realizado em 2015, ele foi absolvido. Relembre o caso Alexandre Martins, juiz morto há 23 anos Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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